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Relacionamentos

Vivemos relacionamentos em que o amor ainda é condicional: te amo se você não me contraria (em nada), se você faz aquilo que eu acho que você deve fazer –  e por mais que eu negue, lá no fundo eu sei que acho a minha maneira de ver as coisas mais certa do que a sua.


Amar não é disputar quem está certo ou errado, é construir pontos comuns que sejam beneficiais aos dois. Isso implica em cada lado ceder um pouco em prol do bem maior: o casal. Porque se há perdas de um lado, há ganhos do outro. Desta forma, o fundamental nesse momento é ser cônscio da importância de cada aspecto na sua vida. Pois é essa valoração que invariavelmente norteia as decisões que tomamos em um relacionamento – quer tenhamos consciência dela ou não.


Amar não significa subjugar-se ao outro, mas doar-se aceitando as qualidades e imperfeições que o outro tem sem sentir-se anulado. Não cabe prevalecer e sim contribuir. É saber que haverá dias agradáveis e outros nem tanto, dias de beijos e abraços e outros de discussão, seguindo um fluxo continuo de altos e baixos em intensidades e frequências distintas. Cabe aqui ressaltar que relacionamentos polarizados em um lado da balança são reflexo de inexistência de sentimento e/ou de imaturidade.

Mas se, em meio a tantas coisas que envolvem um relacionamento, conseguimos olhar através de tudo isso e enxergamos o tesouro que se esconde lá no fim; se na constância do caminhar do tempo conseguimos cuidar dele com zelo, então sentiremos, ao olhar para trás e para frente, a felicidade silenciosa e pulsante em nós, contudo ainda imperceptível aos olhos do mundo.

 
 
 

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