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O Eu e o Outro

Quantas vezes em nome do certo e do justo não fomos errados e injustos para com os outros e para conosco mesmos? Muitas vezes, em prol de mostrar ao outro o que seria melhor, passamos feito trator sobre suas ideias, sentimentos e sobre quem o outro é.


Com frequência, o que nosso ponto de vista dita como melhor cairia como uma luva para a nossa realidade, mas nem sempre serve ao outro tão bem assim. A pele do outro é a pele do outro e a sua dor também é dele. Isso não nos investe o direito de ditar o certo e o errado para com aqueles que cruzam o nosso caminho. Até porque, se não nos mesmos, certamente em outros aspectos de nossas vidas também temos o nosso ponto cego e não percebemos nossos complexos nem nossa sombra emergindo do inconsciente a comandar nossas ações e sentimentos.


A experiência de ralar o joelho é pessoal e intransferível – e em muitos dos casos necessária. Se bem aproveitada constrói fibra e estrutura para situações semelhantes no futuro.


Auxílio nesses momentos é importante e é bem-vindo até onde nos é permitido e até onde se faça verdadeiramente necessário. Tudo mais que ultrapasse isso transforma-se em controle, sufocamento ou imposição.


É preciso respeitar os limites do outro da mesma maneira que é fundamental respeitar a nossa essência. Escolhas levam a consequências com as quais, mais cedo ou mais tarde, teremos que lidar. Faz parte do nosso caminho cair, levantar, ganhar mais consciência de si e do mundo e desenvolver-se/ampliar-se assim como faz parte também respeitar o tempo de cada uma delas acontecer em nós e no próximo.

 
 
 

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